Aprenda a organizar suas finanças
Arrume suas finanças pessoais, gerencie todos os seus pagamentos, saiba exatamente quanto entra e sai do seu bolso todos os dias do mês… no papel, é fácil traçar os passos para uma vida financeira organizada. Mas se a sua realidade está longe desse mundo ideal, não se preocupe: você não está sozinho.
De acordo com a pesquisa SPC (Serviços de Proteção ao Crédito) de janeiro de 2019, 36% dos brasileiros não administram suas finanças pessoais.
Outra pesquisa do instituto trouxe dados mais reveladores: um em cada três (33%) brasileiros encerrou novembro de 2018 com prejuízo – ou seja, parou por falta de recursos para pagar contas.
Além disso, no Brasil hoje, a renda média da maioria das famílias não é suficiente para chegar ao final do mês – em 2017, era de R$ 1.268 em todo o país, pouco acima do salário mínimo.
Os números não mentem: economizar dinheiro pode ser um desafio para a maioria das pessoas – mas há hábitos diários que tornam o processo ainda mais difícil.
Difícil organizar as finanças pessoais?
A mesma pesquisa do SPC mostrou alguns motivos para quem não organiza suas finanças pessoais: “Não precisa”: Quase um quarto acha que os cálculos de gastos mensais podem ser feitos de cabeça (23%); “Não consigo”: Um número significativo (18%) disse não ter plano de autodisciplina; “Difícil”: Preguiça (12%) e falta de tempo (11%) também foram citados como motivos.
Se as dificuldades acima parecem familiares, aqui está um guia passo a passo para começar a planejar suas finanças pessoais. Avalie quanto dinheiro você ganha e gasta De acordo com a métrica SPC-CNDL de 2018, 33% dos brasileiros que usam cartão de crédito não sabem quanto gastaram no último mês – ou quanto gastaram especificamente.
Organizar suas finanças pessoais e desenvolver um plano financeiro é quase impossível sem saber quanto dinheiro entra no seu bolso todos os meses, quanto você gasta e para onde vai seu dinheiro.
Dividir as despesas por categoria é uma ótima maneira de ver quais despesas estão drenando mais, para que você possa cortá-las à medida que economiza.
Os principais custos a considerar são:
Habitação (aluguel e/ou apartamento, água, luz, gás, IPTU);
Transporte (aplicativos de carro, estacionamento, gasolina, aluguel de bicicletas e scooters);
Alimentação (restaurantes, supermercados);
Saúde (protocolos, aconselhamento, medicação);
Educação (mensalidades, cursos, material escolar, livros);
doméstico (produtos de limpeza, custos de manutenção ou limpeza);
Serviços (TV a cabo, internet, planos de telefonia);
Dívida (financiamento, parcelas vencidas);
Lazer (viagens, compras, turismo).
Avalie (e, se necessário, negocie) sua dívida
É hora de avaliar a dívida em seu nome e pagá-la.
Negocie valor, taxas e certifique-se de não ter taxas atrasadas antes de economizar para uma viagem ou compra em massa. Eles se acumulam com o tempo, então quanto mais você os deixar abertos, mais endividado você ficará. Eles devem ser a prioridade agora.
Crie um orçamento para suas finanças pessoais
Agora que todas as suas despesas e receitas estão organizadas, é hora de criar um orçamento para suas finanças pessoais. Basicamente, esta etapa envolve dividir esses números nas categorias acima mencionadas e determinar um valor máximo ou percentual de renda para cada categoria.
o mesmo?
Você pode determinar que a cada mês, uma porcentagem do seu salário seja usada para cobrir despesas básicas (aluguel, contas básicas, transporte, etc.), algumas para seus hobbies e lazer, algumas para reservas de emergência, algumas para quitar dívidas, etc.
Um orçamento é um guia para ajudar no planejamento e no pagamento de despesas. Não deve ser visto como algo que atrapalha seu caminho, mas como um controle sobre suas finanças pessoais.
Quando você sabe o custo de cada necessidade, consegue acomodar melhor outras despesas e até flexibilizar sua conta: Se as despesas de lazer excederem o seu plano para o mês, você pode tentar economizar em outros itens para compensar.
comece a economizar
Uma vez que você não tem nenhum atraso financeiro, você pode começar a economizar. Curiosamente, se você não tiver outras economias, veja como começar:
Crie sua reserva de emergência
Esse dinheiro você não sabe quando vai precisar, mas pode ser usado para qualquer eventual emergência ou imprevisto.
Por que um fundo de emergência é importante?
Empréstimos são um dos principais motivos de endividamento, segundo pesquisa do CNDL– por isso, ter um dinheiro guardado para imprevistos é uma forma de preservar suas finanças pessoais.
É importante não pular essa primeira etapa: esse fundo de emergência pode evitar que você tenha novos problemas no futuro.
O ideal, segundo educadores financeiros, é que esse fundo tenha o equivalente a seis salários mensais.
Por exemplo: se o seu salário é de R$ 1 mil ao mês, seu fundo de emergência deve ser de R$ 6 mil. Essa deve ser sua prioridade financeira se já quitou as dívidas e não tem nenhuma outra reserva.
Invista esse dinheiro
A reserva de emergência pode ser investida em um algum produto financeiro de baixo risco, como CDBs e títulos públicos, para que fique sempre rendendo – assim, o dinheiro não fica parado.
O importante é que o investimento escolhido seja de Renda Fixa, de forma que não corra riscos ou oscilações.
Uma boa opção pode ser a NuConta, nossa conta digital: o saldo depositado nela rende diariamente 100% do CDI, uma taxa maior que a poupança, e você pode resgatá-lo quando precisar.